Deseja fazer uma festa infantil saudável? É possível!

Por Heloíze Milano

“Compartilho com vocês as receitas que usei na festa de aniversário de 1 aninho da Carmen. Foi tudo bem caseiro, decoração e tudo o mais, pensando em uma festa onde eu teria a tranquilidade de estar servindo saúde aos convidados”.

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” Quando eu idealizei a festa da Carmen, eu pensei “o que eu quero ensinar pra minha filha?” Resolvi fazer o mais saudável que eu conseguisse para que ela entendesse, no futuro, que a festa é carinho e cuidado: com a alimentação dela, mas não apenas. É cuidado com a alimentação de todos e com o ambiente. A festa de 1 ano foi programada para 40 convidados adultos. As receitas que estou postando atenderam a todos e foi muito simples. As receitas são muito fáceis e práticas. Tudo está explicado nas fotos.”

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ESPETINHOS DE TOMATE COM QUEIJO E MANJERICÃO

A receita original é: tomate cereja, manjericão fresco e mussarela de búfala. Mas eu não consegui achar a mussarela de búfala e substitui por queijo em palito (que eu cortei com a tesoura culinária pra agilizar). Foi uma das coisas que mais fez sucesso..rs

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PATÊS

A base desses patês é grão de bico cozido. Usei ao todo 500g de grão de bico e sobrou ZERO patê. 
A dica é antes de cozinhar, deixar o grão de molho 12 horas em água com um pouco de suco de limão para sair beem os gazes. 
Eu cozinhei com antecedência e descongelei em temperatura ambiente 12h antes da festa.

Patê de tomate seco: Refogar em azeite: 1 cebola grande, 1 colher (chá) cheia de alho amassado, orégano, manjericão e sal a gosto. Juntar a 250g de grão de bico cozido no processador e adicionar 150g de tomate seco.

Patê de azeitonas e alcaparras: Refogar em azeite: 1 cebola grande, 1 colher (chá) cheia de alho amassado, orégano e sal a gosto. Juntar a 250g de grão de bico cozido no processador e adicionar 150g de azeitona azapa descaroçada e 100g de alcaparras.

Como o azeite da base de temperos, o patê processa bem uniforme. Se achar meio seco, pode ir adicionando azeite direto no processador, pra ajudar a bater.

Servi com pão italiano.

 

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PÃO DE QUEIJO, só que não

Fiz 3 receitas: uma de batata, uma de cenoura e uma de mandioquinha. As massas são todas iguais exceto pelo legume, que vai mudando. Eu fiz com antecedência e congelei. Aí ficou só pra assar no dia.

2 xícaras (chá) de polvilho doce
2 xícaras (chá) de polvilho azedo
4 batatas grandes
2 dentes de alho
1 colher (sopa) de sal
1/2 xícara (chá) de óleo

Preparo: Pique as batatas e coloque-as com os dois dentes de alho amassados em uma panela de pressão, deixe cozinhar por 5 minutos após pegar pressão. Misture os polvilhos e o sal em uma vasilha e acrescente uma xícara da água utilizada para cozinhar as batatas. Depois, amasse as batatas com o óleo e misture os outros ingredientes. Amasse tudo com as mãos, forme bolinhas e coloque em uma fôrma. Asse por cerca de 40 minutos ou o tempo necessário para dourar.

 

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TORTA DE LIQUIDIFICADOR

Fiz duas tortas: uma de abobrinha e outra de escarola.

Massa:

2 ovos
2 xícaras (chá) de leite
1 xícara (chá) de óleo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
sal a gosto
cebolinha picada e pimenta do reino pó

(Os ovos podem ser substituídos por 3 colheres sopa de farinha de linhaça hidratadas em 180 mL de água por 2 minutos e o leite pode ser substituído por leite vegetal).

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QUIBE ASSADO DE LEGUMES

250 g de trigo para quibe
3 cenouras sem casca raladas
1 tomate grande picado
1 cebola média picada
1 xícara de cebolinha picada
3 colheres (sopa) de salsa picada
1 xícara de hortelã picada
1 lata de milho
1 xícara de ervilhas frescas
1 xícara de azeitonas verdes sem caroço
3 colheres (sopa) de pimentão vermelho picado
3 dentes de alho amassados e fritos
1 colher (sopa) de alcaparras
1 xícara de maionese vegetal
1 colher (sopa) de orégano
Sal a gosto

Preparo: Lave bem o trigo em água corrente e coloque-o de molho por uma hora. Escorra e esprema para ficar bem seco. Misture todos os ingredientes, unte uma assadeira de vidro com azeite e coloque a massa. Aperte bem com as mãos. Asse em forno quente por aproximadamente 30 minutos e sirva.

Todo mundo amou e eu tive que distribuir a receita para todos.

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SALADA DE FRUTAS

Para minha surpresa, acabou em 2 segundos. Coloquei de tudo um pouco: melão, manga, mamão, kiwi, morango, uva, amora, physalis… Enfim, tudo o que eu tinha mesmo. E foi um sucesso.

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DOCINHOS

Foram a GRANDE sensação porque ninguém dizia que eram saudáveis só de olhar (e de comer tb). Se quiser tirar a prova, reduza a receita e faça 1/4 antes pra provar! 
Eu fiz com antecedência e congelei já boleado. Descongelei no dia e passei pela cobertura.

Damasco

400 g de damasco turco
1/2 coco seco (+ /- 75g)
100g de uva passa branca
1 colher sopa água de coco.

Preparo: Bater tudo no multiprocessador até virar uma massa, Se necessário ajustar a consistência com uma colher de aveia em flocos finos. Bolear e passar no coco ralado seco sem açúcar (É cítrico, portanto, se preferir pode acrescentar 1 colher de sopa de agave pra ficar mais doce).

Banana

500 g de banana passa
100 gramas de amêndoa torrada
100 g de ameixa sem caroço cozida em 5 colheres de sopa de água

Preparo: Bater tudo no multiprocessador até formar uma massa. Se necessário ajustar a consistência com uma colher de aveia em flocos finos. Bolear e passar na aveia.

Cacau

500 g de tâmaras sem caroço
100 g de uva passa preta sem caroço
50 g de castanha-do-pará
1/4 de xícara de cacau em pó 100%
1 colher de sopa de agave

Preparo: Bater no multiprocessador até formar uma massa. Se necessário ajustar a consistência com uma colher de aveia em flocos finos. Bolear e passar no cacau.

Coco

(Usei a receita da Pricila Reis Franz)
2 xícaras de chá de arroz branco cozido sem tempero
1/2 xícara de água fervente
3/4 xícara de aveia
1 xícara de calda de agave
coco ralado (sem açúcar).

Preparo: Bater a 1/2 xícara de água fervente com a calda de agave na potência máxima do liquidificador por 3 minutos. Acrescentar a aveia batendo por mais 2 minutos). Depois junte o arroz. Vá misturando coco ralado aos poucos até chegar ao ponto enrolar. Bolear e passar no coco ralado.

NOTA: não use arroz japonês, eu fiz e não deu certo, rs.. Aí tive que me virar pra arrumar.

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NAKED CAKE SEM AÇÚCAR, SEM LEITE E SEM GLÚTEN

Massa 
(vale qualquer massa mais pesada de bolo. É necessário cortar em 3 partes senão, não vai ficar maravilhoso)

4 ovos grandes
12 damascos turcos
1 cenoura grande
1 xícara de suco de laranja
½ xícara de óleo de girassol
1 pitada de sal marinho
tâmaras hidratadas*
2 colheres de sopa de linhaça dourada moída
1 colher de sopa cheia de fermento químico para bolo
2 xícaras de farinha caseira sem glúten**

* Uso tâmaras no lugar do açúcar. Nesse bolo, usei umas 25-30 tâmaras (= 2 xic açúcar). Tem que hidratar as tâmaras meia hora antes para que elas fiquem bem molinhas e fazer um purê (mixer ou amassando com colher)

** farinha caseira: 2 xíc. de farinha de arroz, 2/3 de xíc. fécula de batata, 1/3 de xíc. de polvilho doce (dá pra fazer tranquilamente com farinha de trigo comum se não tiver restrições ao glúten)

Preparo: Bater no liquidificador os damascos, a cenoura, o suco de laranja e o óleo fazendo um purê mole. Reservar. Na batedeira colocar os ovos e o purê de tâmaras, batendo em uma gemada aerada e consistente. Adicionar delicadamente o reservado, o fermento e com um fouet misturar a farinha misturada com a linhaça. Untar e polvilhar uma forma média redonda e assar em forno em 180 graus por 50 minutos.

Recheio:

1) Glacê de castanhas de caju
– 1 e 1/2 xícara de castanhas de caju naturais***
– 1/3 xícara de agave azul ****
– 1/2 colher de sopa de baunilha
– 1/2 xícara de leite de coco (ou leite de arroz, ou de amêndoas)

*** São castanhas CRUAS, não torradas e sem sal. Faz t-o-d-a a diferença porque fica beeem suave. Se você não encontrar pode usar amêndoas sem pele que fica muito bom tb.
**** Se for usar açúcar, 1/2 de xíc de confeiteiro.

Preparo: Coloque as castanhas de molho por 8 horas e depois, seque bem com um pano limpo ou toalhas de papel. Bata no liquidificador até ficar o mais fino possível. Adicione agave, baunilha e o leite aos poucos até formar um glacê com consistência para utilizar no saco de confeitar.

2) “Geléia” de frutas vermelhas

Eu fiz a olho. Usei maçã descascada picadinha, suco de limão, morangos, mirtilos, framboesa, amora e passas brancas. Primeiro eu joguei as maçãs numa panela com o suco de limão e um pouquinho de água e deixei começar a cozinhar em fogo baixo. Acrescentei os morangos cortados e depois que ambos estavam quase cozidos, acrescentei as outras frutas.

Separei frutas frescas para decorar.

Montagem: Uma parte de bolo, glacê por cima. Coloque as frutas frescas em toda a volta do bolo, bem na borda, tipo saindo pra fora do bolo pra dar essa cara bonita. No meio eu coloquei a geléia de frutas. E fiz novamente. A mesma coisa no bolo pequeno. No topo eu peguei um pouco do glacê e fiz umas pitangas e coloquei morangos e physalis pra enfeitar.

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Servi suco de laranja natural, uva integral e água geladinha. Ninguém sentiu falta do refrigerante e acharam ainda que foi uma idéia maravilhosa..rs (ninguém tinha ido em festa que servia suco de verdade).

 

Não é de dar água na boca?

 

Créditos de Imagens da autora.

Todos os direitos reservados.

Fontes das Receitas: Internet

 

Depoimentos Maternos: A alimentação de nossos filhos começa desde a gravidez.”

Por Paola Bueno

Moderadora do grupo “Falando de Introdução Alimentar” da Comunidade AMS Brasil.

 

“Me formei em 2001 em Nutrição, me especializei em 2003 em uma área que achava ser minha maior paixão, pois é, só achava. Precisei engravidar me tornar mãe pra descobrir o verdadeiro sentido da profissão em minha vida: Ensinar a Nutrir com amor desde os primeiros sinais existentes de vida. 

A alimentação de nossos filhos começa desde a gravidez, é lá que ele começará a ser nutrido com nutrientes, amor, afeto, carinho. 
Sim! Nutrir, alimentar vem junto com amor, com afeto, com carinho. Com a alimentação criamos vínculo. Temos a amamentação, a introdução dos sólidos, as transições de consistências, a comida da família, os anos vão passando e novos alimentos entram na rotina do indivíduo. 

Poder moderar um grupo sobre introdução alimentar e alimentação saudável pra crianças acima de 1 ano é algo que alegra minha alma, me realiza como profissional. Ajudar as mães que querem mudar hábitos que lhe foram criados por falta de instrução é algo lindo.

O mundo está em constante evolução, tecnologia frequente na vida da maioria das pessoas e com isso, devemos estar atentos aos novos estudos em relação à alimentação, aos alimentos benéficos e maléficos pra nossa saúde.

Não é porque eu cresci comendo isso ou aquilo e estou “bem” que devo oferecer pra minha filha sendo que um estudo sério foi realizado e descobriu que este alimento faz mal.

Devemos nos unir e não dar murro em ponta de faca. Devemos buscar sempre a evolução, o progresso, mesmo que no quesito alimentação o progresso está em comer comida da roça, comida de casa, comida natural. Isso sim é evolução, isso sim é ter saúde, longevidade.

Alimentação não é bicho de 7 cabeças, é mais simples do que parece e acima de tudo tem que ser prazerosa. 
Segue algumas dicas minhas pras mamães e responsáveis pela alimentação dos pequenos:

Seu bebê fez 6 meses e é hora de começar a introdução alimentar e pra ela ser sucesso, existe algumas coisas que você precisa saber e fazer:

– Ter calma, paciência e mais um pouco de calma e paciência unidos com amor, afeto faz toda a diferença e é primordial.
Lembre-se que durante 6 meses, seu bebê sentiu um só sabor, uma única textura e temperatura e agora terá um monte de novidades pra descobrir e elas devem ser introduzidas lentamente, sem pressa ou afobação;

– Ofereça o mesmo alimento no mínimo umas 5 vezes seguidas, mesmo que seu bebê não aceite, insista. Só podemos dizer que ele não gostou de algo depois de muitas vezes oferecidas;

Outro fator importante pra oferecer vezes seguidas o mesmo alimento é ter tempo pra observar alguma possível alergia ou reação.

– Não se preocupe com a quantidade que ele está comendo logo no começo. Nesta fase, nós pais somos responsáveis pela escolha dos alimentos e eles pela quantia ingerida, afinal, não sabemos quanto cabe nos pequenos estômagos, né?;

Normalmente no começo, eles comem 1 colher de sopa em cada refeição e essa quantia aumenta gradativamente.
Se seu bebê começou comendo mais que 1 colher de sopa, sem problemas, é a quantia que ele consegue comer.

– Por mais que ele já tenha 6 meses, o leite materno ainda é importante, por isso ofereça sempre que ele solicitar e você puder amamentar. O leite materno pode ser oferecido logo após a refeição sem problemas;

– Como é tudo muito novo para o bebê, é normal ele querer mamar ao invés de comer a fruta ou papa principal e mais uma vez você vai ter que ter calma, paciência e não se desesperar;

– Seu bebê se habituou aos diversos alimentos e o tempo passou voando e ele já completou 1 ano? Agora é hora de ele comer a comida da família, ou melhor ainda, a família comer a comida dele e todos serem saudáveis;

Faça trocas inteligentes, troque os industrializados por opções caseiras, não ofereça açúcar, doces, chocolates. Açúcar não é amor, amor é carinho, é afeto.

E a palavra mágica da maternidade é paciência!
Beijos,

Paola Preusse, mãe da Maria Clara de 1 ano e 8 meses, Nutricionista Especialista em Fisiologia do Exercício pela Unifesp e Editora de Conteúdo do Blog Maternidade Colorida. Ah! E Moderadora com muita honra de 2 grupos pertencentes à AMS!

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Depoimentos Maternos: “Toda mãe tem capacidade de nutrir seu filho!”

Por Suelen Hungaretti

Moderadora do grupo “Falando de Introdução Alimentar” da Comunidade AMS Brasil.

 

“É uma frase que vivia lendo pelo grupo AMS e tive que ler muitas e muitas vezes, antes de como a Simone diz “empoderar” e torná-la natural, explico, esse mantra caia por terra sempre que ficava em xeque, ora por dificuldades com a amamentação, ora por conselhos bem intencionado de familiares, mas que no meu íntimo, sentia “é assim mesmo?mas por que é assim?acho que não está certo…”. A rede AMS entrou na minha vida quando a Sofia tinha apenas 2 meses, estou quase completando 1 ano e nesse 11 meses foi um fator importantíssimo para mudar o rumo da minha maternagem, aprendi a sentir prazer ao amamentar e nutrir, corrigi a pega, sanei os problemas de fissuras, aprendi a me conectar com minha filha, reconhecer meus medos e limitações, acho que o maior problema e que me deixava e deve deixar as mães inseguras, a maternidade não é receita de bolo, é complexa, uma ótima dose de altruísmo,amor, muita, mas muita paciência e leitura, boa leitura, esqueçam livros de treinamento estilo pet center: como dormir em 7 passos e comer em 3 rs.

Então os 6 meses voaram e a frase “toda mãe tem capacidade de nutrir seu filho” já estava mais presente, fazer a introdução alimentar foi mais suave, exceto pela primeira papinha, ah eu caí na expectativa irreal que a 1 papinha minha filha iria comer igual a mim, limpar o prato e pedir mais, fiz tudo cozido no vapor, com muito carinho e a comida voou, a Sofia cuspia tudo! nem 1 colher completa tenho certeza que ela comeu, me senti um fiasco total.

Respirei fundo e provei, horrível! a Sofia estava certa, eu fiz o mesmo após provar ahahahaah, prometi que faria a comida mais saborosa possível, comecei a devorar sobre o assunto, manuais, receitas, arquivos do FIA e aos poucos, fui adaptando a comida de casa para as necessidades da minha filha (sem açúcar ou sal, só temperos frescos), não foi ela quem fez a transição para a “comida da familia” e sim eu e meu marido que fizemos para a dela. Acho que acertei a mão, meu marido andou provando a comida da Sofia e pediu para eu parar de fazer a nossa comida separada, pois o sabor era ótimo, a IA do Walter realizada com sucesso!!!

Quando a Simone me convidou para ser moderadora, foi um misto de intimidação e honrada, honrada por ela me permitir retribuir tudo que aprendi e toda ajuda que recebi, ajudar os próximos é altamente nutritivo, revitaliza, super recomendo! O viés é que pensei, “puxa não sou da área, não tenho competências e tenho tantas dúvidas rs”,

Desde Novembro/2013 sou moderadora do FIA, já chorei, já ri e me exaltei na frente do notebook e continuo agradecendo a oportunidade de participar desse projeto, de tentar inspirar outras mães, de criarem senso crítico, de refletirem e questionarem sobre o bombardeio de propagandas sobre alimentos que não nutrem, práticas abusivas de boa parte das empresas voltadas para o consumo infantil, a relativização e “naturalidade” de crianças doentes por conta de excesso de açúcar, sal e tantos aditivos que constam nos rótulos difíceis de ler e entender.

 Suelen Hungaretti é mãe da Sofia, bachareal em direito, formanda em gestão da tecnologia da informação e nerd. 

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Depoimentos Maternos: “Memórias Afetivas”

Por Débora Paparelli

Moderadora do grupo “Falando de Introdução Alimentar” da Comunidade AMS Brasil.

 

“Já sabemos que a IA (introdução alimentar) é o inicio de novas descobertas, cheiros, texturas, visão, paladar. As vezes me pego tentando imaginar como minha filha se sente cada vez que lhe apresento um alimento novo, e este exercício me parece muito divertido, além de me remeter a uma ingenuidade que já perdi, eu exercito a arte de me colocar no lugar do próximo, o que sempre é muito produtivo. Observo os dedinhos curiosos tocando a comida, os olhinhos tentando identificar o que a mamãe vai lhe dar hoje. Sinto nitidamente ela se questionando se vai com a mão ou com a colher, até que de maneira vagarosa ela toma sua decisão. É tudo tão especial, tão gostoso, tão divertido.

O momento de alimentação pode ser muito prazeroso e um momento onde a criança aprende não só o ato de se alimentar, mas ela aprende limites, costumes da família, percebe o astral da casa, desenvolve a coordenação motora fina, a fala e o carinho que lhe foi transmitido através do alimento.

Crianças são muito perceptivas e quando menos esperamos elas estão nos imitando nos mínimos detalhes.

Olha quanta coisa fofa e boa que podemos ensinar e praticar com nossos filhos durante uma refeição.

Não é produtivo quando nos apegamos aos fracassos acreditando que nossos filhos não comem bem e nos estressamos neste momento, brigamos com eles, nos cansamos e o pior de tudo é quando criamos ansiedade diante do momento da refeição tornando este momento assustador. Não é bom para a criança e nem para o cuidador.

Quando iniciamos aqui com a prática do BLW como toda mãe (cansadinha) eu fiz um questionamento mental que mudou toda minha visão deste momento e me perguntei: – É mais fácil eu pegar um pano para limpar tudo depois e trocar a roupa ou me estressar até o final da refeição? Definitivamente optei pela primeira opção.

 
Foram sim muitos panos, muita hidratação de cabelo com gordura de carne, muitos banhos, muitas migalhas jogadas ao chão, muita carne sendo dada para o cachorro. Mas é através da autonomia que damos aos nossos pequenos que permitimos que eles pratiquem cada vez mais e se sujem cada vez menos. Logo viram craques. Quanto mais sujeira se permite, menos tempo de sujeira (e pense que a sujeira é algo muito relativo).

Não posso passar impune a um divertido momento que eu, meu marido e minha filha fomos almoçar no SESC Pompéia e mesmo lá dei esta autonomia para minha filha comer sozinha, acredito que ela estava com uns 11 meses. Escolhemos um peixe ensopado (cação com legumes), tudo estava indo muito bem até que minha filha ao comer com a mão resolveu passar suas lindas mãozinhas no cabelo. 
O dia estava lindo com um sol maravilhoso, por mais que limpasse aquele peixe grudou nos seus cabelos e com o sol batendo em seus lindos cabelos vocês não acreditam o estrago. Amélie ficou por dias fedendo a peixe, e não havia nenhum xampu que fizesse isso mudar. 
As histórias e lembranças farão parte desta fase, somente cabe a nós termos uma lembrança positiva e isso valerá pelo resto de nossa vida.

Sem contar que me dediquei muito ao aleitamento exclusivo nos seis primeiros meses, e como sei o desmame inicia-se a partir do momento que a criança inicia a IA, então sempre quis que isso fosse tão prazeroso quanto. Para mim isso significava muito, e tenho certeza que isso ajudou minha filha a aceitar os alimentos como algo muito natural e prazeroso.

Muitas mamães dizem que seus bebês não comem e pediatras que insistem em pedir o desmame alegando que a culpa é do peito. As duas coisas não tem relação alguma, mas podemos tirar proveito da alimentação proporcionando lembranças tão gostosas quanto o seio materno. Sempre pensei no alimento com muito carinho.

Macarrão na manteiga da avó, a canja da mamãe, o cheiro do bolo quentinho, o cappuccino do marido, os melhores pratos da vida da gente vêm com afeto. É a memória afetiva da comida. O aconchego da cozinha que anuncia sentimentos bons, cura dores da alma e do corpo também, resgata emoções escondidas em meio a recheios e molhos.

Sendo assim o poder da mãe ou do cuidador nesta fase é de extrema importância no desenvolvimento emocional da criança para que sejamos adultos mais tranquilos e até mais contidos na ânsia do “comer”.

Gosto muito de poder ajudar mamães na fase de Introdução Alimentar, e principalmente orientar que cozinhar é organização, planejamento e um ato de carinho com a saúde de nossos pequenos.

Debora Paparelli, mamãe de Amélie(1 ano e 5 meses).Graduada em Comunicação Social pela Universidade Anhembi Morumbi e Pós Graduada em Gestão Empresarial pela FEI, responsável pelo conteúdo do site Dicas sobre Maternidade, fazendo bolinhos saudáveis para mamães atarefadas, engajada e apaixonada pela moderação dos Grupos Aleitamento Materno Solidário (AMS) e Introdução Alimentar (IA).

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Depoimentos Maternos: “Trocas Saudáveis”

Por Camila Mendes

Moderadora do grupo “Falando de Introdução Alimentar” da Comunidade AMS Brasil.

“Depois do período de aleitamento exclusivo e da introdução alimentar, já temos em casa um serzinho de 2 anos, com preferências e gostos. Nesta época, podemos estabelecer uma alimentação que seja fonte de prazer e saudável, para que ao longo dos anos, estes bons hábitos continuem. Mesmo que às vezes, sejamos bombardeadas por opções que a maioria das crianças consumam, nem sempre essas sejam mesmo as melhores opções. É preciso ser consciente com o rumo da alimentação infantil. 
Não é necessário que ela se prive de comer “comidas de criança”, mas dá para adaptar as preparações, de modo a deixá-las mais nutritivas!

Deixo abaixo algumas trocas saudáveis:

Porque incluir o suco de caixinha nas refeições, se temos o bom e velho suco natural? Nele, você pode controlar a qualidade das frutas, a quantidade de açúcar e até mesmo, decidir se quer este ingrediente no suco.
Sabe o tempero que vem em sachês, rico em sódio? Dá para trocar por temperos naturais frescos. E se você não conseguir mantê-los, seja pelo pouco uso ou falta de tempo, pode congelá-los, ou usar a versão desidratada. Sugestões: Salsinha, cebolinha, tomilho, manjericão, orégano, alho… deixa um sabor maravilhoso na comida e ainda te faz usar menos sal. Adicionando ainda um fio de azeite extra virgem, deixará a comida mais saborosa e rica em boas gorduras.

Aqueles cereais em flocos utilizados em mingaus e vitaminas, podem ser facilmente substituídos por aveia em flocos ou farinha de aveia. Além de não conter açúcar, é mais barato.

Mostre a criança que nem sempre o açúcar se faz necessário: adoce com mel ou outras frutas, e no caso de usar açúcar em casa, dê preferência ao mascavo ou demerara.

Os iogurtes e petit-suisses podem ser feitos em casa, adoçados com frutas, e inclusive, ter as crianças como ajudantes no processo. Ajudar na receita desperta o interesse delas pelo alimento.Tente em casa!
A batata frita em palitos, pode ser assada, usando uma assadeira, farinha e azeite. Fica sequinha e crocante. 
A gelatina que faz sucesso com a criançada, pode ser feita em casa usando agár-agár e suco natural de fruta.

Diariamente, nos grupos em que participo na moderação, o Falando de Introdução Alimentar e Falando de Alimentação Infantil Saudável , braços da AMS Brasil, podemos ver o quanto este assunto traz dúvidas e preocupações na cabeça das mães. Ter um acolhimento e um local de diálogo, com outras mães e profissionais, que falam a mesma língua e dão apoio à mãe e criança, é imprescindível na manutenção do empoderamento materno, uma vez que a mãe tem total poder de decisão na escolha dos alimentos ofertados, usando como ferramenta o embasamento científico dado pelos profissionais que fazem parte do grupo, conhecimento que muitas vezes não lhes é ofertado nas consultas de rotina ao pediatra. Saber que ajudamos diariamente mais de seis mil mães e familiares, na alimentação e educação alimentar de seus pequenos, é recompensador e reconfortante, que nos dá a certeza de que nosso trabalho, além de belo, é necessário.

Camila Mendes é mãe do Ikaro (1 ano) e nutricionista, (se especializando em nutrição Materno Infantil) exatamente nessa ordem.

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Depoimentos Maternos: “Acredito que nutrição de um bebê é uma das essências de ser mãe.”

Por Heloíze Milano

Moderadora do grupo “Falando de Introdução Alimentar” da Comunidade AMS Brasil.

 

“São as mães que nutrem seus filhos no ventre e é da mãe que vem o alimento mais importante para aquele bebê, o leite materno. No entanto, os mitos alimentares perpetuados dentro de casa e também em muitos consultórios pediátricos acabam confundindo nossos instintos sobre o que seria, ou não, nutricionalmente adequado para o bebê. Eu passei por isso e acredito que muitas mães também passaram (estão passando, ou passarão).

No meu caso, essa imensa rede de apoio que é a AMS contribuiu de forma significativa para que eu me empoderasse e conseguisse me desvencilhar de “dogmas” na alimentação da minha família. Por conta disso, é muito gratificante poder participar ativamente da AMS através do grupo Falando de Introdução Alimentar e contribuir, de forma positiva, para que as mães restabeleçam a confiança em seus instintos e consigam enxergar através dos mitos.

O FIA é um canal onde as mães podem encontrar informações de fontes confiáveis, contar com a experiência de profissionais da saúde sérios e se cercar de pessoas que também buscam uma alimentação saudável para os filhos. Mais que isso, o grupo possibilita que a essência do nutrir não seja perdida quando a introdução alimentar é iniciada, pois toda mãe faz uma escolha quando oferece um alimento ao seu filho e elas devem ser conscientes.”

Heloíze é bióloga, especialista em biotecnologia, mestre em ciências e mãe da Carmen 1 ano (o título mais importante).

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