Mais um lindo e emocionante depoimento sobre o Empreendedorismo Materno

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Por Lígia Sica dona e proprietária da Bebêchila

Criei a Bebêchila em setembro de 2008 poucos meses após o nascimento da minha primeira filha, Helena. Saímos sempre juntas no sling, um carregador de bebê que parece uma rede. Comecei a sentir falta de carregar uma bolsa que fosse confortável, permitindo que meus braços ficassem livres para amamentar e atender a pequena. Mas não encontrava esta bolsa em lugar algum! Acabei usando uma mochila tradicional, esportiva, que nunca combinava com nada e não tinha divisórias que facilitassem meu dia a dia. Veio então a ideia de fazer uma mochila charmosa e com acessórios indispensáveis para as saídas com o bebê. E desde então outros produtos foram incorporados a família Bebêchila: a Chila, a Bebêchilinha, a Materchila, a Bebêchila+Carregador e a Bolsa Térmica.

Mães são super atarefadas por essência e a Bebêchila a ajuda a se organizar, a se lembrar do que levar. Em passeios especiais e principalmente em saídas de todo dia.

O intuito de criar a Bebêchila foi contribuir para um maior e melhor vínculo entre pais e bebês e ajudar a proporcionar passeios deliciosos, confortáveis e charmosos!

Site: http://www.bebechila.com.br/

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Mães contam a sua experiência

A 3a edição da Revista Vínculo abordará o tema: “Empreendedorismo Materno”. É sem dúvida, uma edição encantadora, cheia de entusiasmo e força materna!

Convidamos à todos os leitores a usufruírem desta edição realmente especial, que será lançada em contagem regressiva daqui dois dias!

E para esquentar os motores, começamos aqui no Blog, com um relato que arrebatou os corações de toda a equipe e que merece um destaque mais do que merecido neste blog!

Com vocês, Roseane Moura, Mãe, Fotógrafa e criadora do “Lente Materna”:

 

“A lente materna fotografia (www.lentematerna.com.br) surgiu no meu coração em 2010, mas, foi a público em 2011.

Quando fiquei grávida em 2008, eu já tinha uma realização na fotografia de casamentos, trabalhava em parceria com meu marido e também fotografava emoções. Na época, escutei muitas noivas dizerem: “Ah, você vai deixar a fotografia de casamentos e vai querer só fotografar bebês”. Eu negava, realmente achava possível conciliar bebês e a rotina puxada de fotografar casamentos, muitas vezes que começava à tarde e finalizava de madrugada.

Estava muito realizada na fotografia de casamentos, porém conforme a barriga crescia, o meu empoderamento e informações sobre maternidade ativa cresciam juntos e esta questão começou a ficar em pauta no meu coração.

Nicolas nasceu em 2009 e eu continuei a trabalhar com casamentos, apenas no atendimento e ele sempre coladinho comigo.

Quando ele tinha por volta dos 6 meses, eu tive que fotografar no interior e ele ficou com a minha mãe. Passei a noite em claro, tirando leite materno pra deixar pra ele, muito angustia da separação e lágrimas.

Eu combinei com a noiva que ficaria só meio-período e depois meu marido e outra fotógrafa da equipe continuaria o trabalho. Este dia foi uma mistura de felicidade de ver aquela noiva realizando seu sonho e dor por estar longe do meu pequeno. Voltei de ônibus de viagem olhando a foto dele e com o coração acelerado. Desci no terminal rodoviário tietê e fui literalmente correndo até o metrô. Minha mãe foi me buscar de carro e no telefone eu disse “Já traz o Nicolas pra mim!”. Quando encontrei meu filho foi uma explosão de felicidade.

Neste dia, percebi que não queria mais fotografar casamentos. Não era justo pra mim e para as noivas que acreditavam no meu trabalho com tanto carinho.

Eu teria que estar inteira pra fazer fotos que enxergassem a beleza e emoção daquele momento. A fotografia sempre foi pra mim muito mais que fonte de renda. É uma realização e arte! E como qualquer arte, você tem que se entregar de corpo e alma. Eu precisava dar um tempo, curtir meu pequeno e sentir as emoções. Foi aí que a magia aconteceu.

Eu andava pela casa com meu filho e a câmera junto. Fotografava interferindo o mínimo possível na cena (assim como eu já fazia com os casamentos), deixando o cotidiano da vida familiar e as brincadeiras acontecerem naturalmente. Percebi que aquela verdade, o simples e cotidiano representava o meu olhar fotográfico. Eu poderia continuar a registar a essência das pessoas, só teria que direcionar o meu trabalho para a fotografia de gestantes, bebês, crianças e famílias.

Além de eternizar os momentos de outras famílias, conseguiria também passar mais tempo com meu filho – uma vez que fotografia de casamentos requer um tempo determinado e longo. Já os ensaios de família são realizados pela manhã e duram cerca de 2 horas. 
A lente materna foi gestada e nasceu naturalmente. Uma fotografia orgânica, cotidiana, leve e feliz.

Quero registrar o vínculo, o olhar entre pai – ou mãe – e filho, o carinho, sorriso sincero, as brincadeiras, caretinhas fofas que os bebês fazem… Fotografar em locais que tenham um significado especial para aquela família é essência da lente materna. Imagine daqui 15, 20 anos a família reunida, olhando aquela cena, recordando a decoração da casa, o quarto das crianças ou o local que eles costumavam ir. Mostrando isto para os netos. Tudo passa tão depressa, por isso ter uma foto assim é relíquia.

Enxergo a fotografia também como um importante comunicador e agente de mudança social. Devido a isto, surgiu em parceria com a AMS e Webfilhos o projeto “Há cura em suas mamas” que apoia e incentiva o aleitamento materno”.

Roseane Moura – fotógrafa, esposa e mãe do Nicolas (não necessariamente nesta ordem). 

Alguns dos seus maravilhosos trabalhos:
Marcela+Juju_editadas (9 de 70) - Cópia

Eva01_(1)[1]

Isabela_6meses-51[1]